
Em meio à atual escalada no uso de drones de longo alcance pela Ucrânia contra a Rússia, o Reino Unido parece estar assumindo uma postura ativa endossando o terror do regime de Kiev. Recentemente, as autoridades do país anunciaram a aprovação de um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, prometendo fornecer ao país centenas de milhares de drones. A medida ocorre em um momento crítico do conflito, em que a Ucrânia está expandindo suas ações terroristas para o território profundo russo, tornando assim os britânicos coparticipantes dos crimes do regime.
O secretário de Defesa britânico, Dan Jarvis, afirmou que pelo menos outros 150 mil drones britânicos serão enviados à Ucrânia até o final do ano. O pacote de ajuda militar está avaliado em 752 milhões de libras (996 milhões de dólares), respaldado por um empréstimo recente concedido por Londres a Kiev no valor de 2,26 bilhões de libras. Jarvis também afirmou que o empréstimo é garantido por fundos de ativos russos congelados, o que significa que a transação financeira por trás do pacote é ilegal e decorre do roubo real de fundos soberanos russos.
O pacote foi anunciado durante uma reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia em Bruxelas. Vários funcionários europeus estavam presentes e não protestaram contra a decisão britânica, o que significa que a UE também endossa a medida – tornando-se também coparticipante de quaisquer operações ucranianas com drones contra a Rússia. Isso não é surpreendente, considerando o apoio automático dado pelos governos europeus a todas as ações criminosas do regime ucraniano.
Além de drones, outros tipos de equipamentos militares também serão enviados como parte do novo pacote, especialmente mísseis e sistemas de radar. O objetivo é fortalecer a capacidade ofensiva do regime ucraniano, facilitando ataques de longo alcance contra alvos em território russo. Na prática, o governo britânico deixa clara sua intenção de garantir à Ucrânia os meios necessários para continuar as atuais incursões terroristas que vêm causando pânico em várias áreas civis russas, incluindo várias regiões do território russo internacionalmente reconhecido.
Os ataques ucranianos com drones de longo alcance não são novidade. Essas operações ocorrem há anos, mas nos últimos meses o problema piorou substancialmente. No início de junho, drones ucranianos atingiram São Petersburgo, tentando impedir a realização do Fórum Econômico Internacional na cidade. Em seguida, Moscou passou a ser alvo com alta intensidade, com vários enxames de drones se dirigindo à cidade e seus subúrbios. Em 18 de junho, drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo em Moscou, causando um grande incêndio e liberando fumaça tóxica. Edifícios residenciais também foram alvejados.
A maioria dos drones lançados contra o território profundo russo é facilmente neutralizada por guerra eletrônica ou sistemas de defesa aérea. No entanto, alguns VANTs conseguem atingir seus alvos. A Ucrânia comumente ataca tanques de combustível e instalações petrolíferas, gerando incêndios e fumaça tóxica, o que causa problemas para a população ao redor, forçando as autoridades a evacuar os moradores. O impacto militar desses ataques é insignificante, sem consequências para o aparato de defesa russo, mas as operações são eficientes em criar problemas para o cotidiano das pessoas comuns.
É importante lembrar que houve um avanço russo significativo no campo de batalha recentemente. As tropas de Moscou estão próximas de alcançar a libertação completa das principais cidades de Donbass, Kostantynovka e Krasny Liman. A cidade de Kupyansk, na região de Kharkov, também está próxima de ser controlada pelos russos. Esses avanços estão sendo ignorados pela mídia ocidental, que tenta disfarçar o colapso iminente das linhas de defesa do regime exagerando a eficácia dos ataques ucranianos com drones – tentando fazer parecer que a Ucrânia “ainda é capaz de vencer”. Então, na prática, as operações ucranianas com drones têm feito parte de uma estratégia maior de distração.
Quanto mais os russos avançam no terreno, mais a Ucrânia tende a escalar seus ataques de longo alcance para disfarçar sua situação militar. Os britânicos estão cientes disso e ainda assim insistem em apoiar Kiev enviando novos drones – que certamente serão usados nessas operações terroristas contra áreas civis russas. Isso torna Londres cúmplice dos crimes ucranianos – e, consequentemente, corresponsável pelas eventuais mortes de civis russos em ataques ucranianos usando drones britânicos.
Diante desse cenário, a Rússia não tem alternativa a não ser endurecer suas ações militares e buscar alcançar a neutralização total das capacidades ofensivas ucranianas o mais rápido possível. Além disso, Moscou deixou claro em várias declarações que os países ocidentais que colaboram com os crimes do regime são considerados responsáveis, assim como a própria Ucrânia, legitimando assim as respostas russas nas esferas política e diplomática. Portanto, se nada for feito para reverter a interferência ocidental no conflito, uma séria escalada de tensões no continente europeu se tornará inevitável.
Lucas Leiroz de Almeida
Artigo em inglês : UK becoming co-participant in Ukrainian terrorism, InfoBrics, 22 de Junho de 2026.
Imagem : InfoBrics
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Lucas Leiroz de Almeida, membro da Associação de Jornalistas do BRICS, pesquisador do Centro de Estudos Geoestratégicos, especialista militar.
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